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sábado, 4 de novembro de 2017

Como ser solteira de novo?



Demorei muito pra conseguir voltar a escrever. Ainda estava tentando me readaptar, me reescrever, me reconhecer.

Tentei, fiz uma página no Facebook "Como Ser Solteira de Novo", fiz um instagram...mas deixei de lado. Ainda não era fácil falar de mim e da minha vida...e automaticamente envolver terceiros. 


Mas hoje, decidi colocar aqui, toda minha experiência, antes e depois, de ter coragem de sair da minha zona de conforto. 


Antes eu achava que o amor era pros outros, não pra mim. Fechei meu coração. Decidi que nunca mais iria me apaixonar. Virei cafajeste...jogava a velha conversa deles: me da seu número que te ligo. Dei de louca...depois que passava o efeito do álcool, vinha um vazio enorme, um desconhecido vazio silencioso...até que um dia, de repente, me vi pensando em alguém...o tempo todo...pensei: pqp me apaixonei? Nãooooooooo...não é permitido...e aí, a fodona saiu com ele tipo: uma noite e nada mais...me ferrei e me entreguei pro sorriso mais lindo do mundo. Me apaixonei! E hoje, feliz, amando e sendo amada, vou contar minha história, minhas experiências e quem sabe, ajudar uma amiga ainda sem coragem de correr atrás da felicidade! Por enquanto, só acredite, que toda a dor, um dia, vai passar....aaaaaaaa e eu garanto algumas boas risadas!!!

Bora pra essa aventura!
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Meu casamento já não ia bem, há um tempo. Nós sempre fomos um casal maneiro, parceiro...mas talvez, eu tenha "vendido" uma Lu que não era verdadeira.

Primeira lição pra vida - não finja ser o que não é pra conquistar alguém. Não faça de conta, não use máscaras. Não entre num relacionamento assim, achando, que vai mudar a outra pessoa. Ela não vai mudar, e você não vai aguentar ser o que não é por muito tempo.


Aconteceu que com o passar dos anos eu fui me cansando e acreditei que ele fosse mudar...não que ele seja uma pessoa ruim, não é isso e não vou entrar em detalhes porque não estou aqui pra expor a vida alheia...vou tentar resumir: caminhávamos pela mesma estrada e em determinado momento ele foi pra um lado e eu para o outro...pensamentos diferentes, ações diferentes, vontades diferentes...mas diferentes demais....tipo isso.

Mas enfim, mesmo triste e as vezes não feliz, eu estava na minha zona de conforto. Se me separar vou fazer o que? Vou pra onde?

Até que um dia, depois de muitas coisas tristes, não aguentei e quando ele chegou em casa, estava no bar com os amigos chegou as 3h30 da manhã, eu só disse: quero o divórcio.




Sim...silêncio.



Isso na madrugada de terça para quarta. Na sexta eu estava de mudança. Ainda sem acreditar que ele me deixou ir, peguei minha filha, algumas coisas, meu cachorro, e fui...simplesmente fui. Com um medo, uma dor, um sentimento que não desejo a ninguém, só fui.

As 18h do mesmo dia ele me ligou, como fazia sempre: você quer que eu leve alguma coisa pra casa? Só respondi: eu não estou em casa, eu avisei que ia embora. Ele só disse: você foi mesmo? quando eu chegar você não vai estar?

Não.


E depois disso algumas coisas aconteceram que não vou expor, afinal, é minha versão dos fatos, e claro, existe a versão dele...e isso aqui não é "nenhum lava roupa suja.", se ficar muito curiosa, manda um email que te conto.

E eu sofri. E chorei. E perdi 8kg em 15 dias.


(vou abrir um parênteses: puta que pariu bicho, você faz um monte de dieta louca, passa fome, se mata na academia aí você se separa e adivinha? em 15 dias perde 8 quilos...garotaaaaaaaa são 8 quilos...PQP, fiquei gostosa, barriga chapada, delícia...delícia porra nenhuma, quando o luto passou caí na vida, na cerveja e achei 10 dos 8 quilos, aff)


Tipo meu mundo caiu. E agora? O que vai ser de mim? Eu chorava o dia inteiro, eu sofri, eu fui atrás dele, eu tentei recomeçar, mandei mil mensagens...só levava toco e fora...e chorava, PQP, como sofri...pensei: acabou, vou morrer, que merda eu fiz, que droga, ele ta vivendo a vida dele e cagando pra mim, to aqui fudida, sem eira nem beira, larguei tudo pra trás...que merdaaaaa e agora????

Segunda lição: viva seu LUTO. Foda-se os outros, chora amiga. Chora, grita, perde 8 quilos que com certeza você vai achar, mas chora...não pula essa parte...chora tudo mesmo até a ultima lágrima, porque acredite, vai existir a ultima lágrima, na hora certa. Acredite, você não vai morrer. E sim, o que você vai mais ouvir até dar ódio: vai passar amiga, não chora, ele não merece. Eu sei inferno, que ele não merece, mas me deixa chorar porra. Tipo isso. Mas chora amiga, não deixa de viver esse momento, não se faz de forte porque lá na frente, se pular isso, vai dar merda. É como se ficasse um inacabado, entende? Só chora, pode chorar, é permitido.


Minha amiga, depois que você chorar tudo, que for no fundo do poço, porque minha amiga, é ruim, é escuro, frio, parece impossível sair, mas você vai chegar no fundo do poço...e a possibilidade dele estar de boas, é de 95%...você também vai descobrir que divórcio é tipo doença contagiosa (outro post), que divórcio é tipo gripe e dói mais a noite e nos FDS, e suas "amigas" principalmente as casadas, vão sumir.
Mas não se desespere...ou se desespere...só creia: vai passar.


O mais importante e difícil passo da sua vida você deu: você escolheu SER FELIZ. Você teve a coragem de poucas, que é sair da sua zona de conforto e encarar o mundo, pra ser feliz.


Acredite: alguma coisa vai acontecer que você vai falar: CHEGA. Agora vou viver minha vida, perdeu playboy, pega a senha e vai pro final da fila.


Mas e agora? Como ser solteira de novo?


Agora vai começar a brincadeira!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Novo Ano. Nova história.

"Viva cada momento como se fosse o último."
Frase cliche que nem damos tanta atenção...mais se todos seguissem ela a risca, com certeza, haveria menos arrependimentos, menos lágrimas e mais bons momentos.
No dia 31 de dezembro de 2014, eu estava com minha família e amigos, comemorando a chegada de 2015. Pulei 7 ondas, agradeci a Deus, pedi coisas boas pro ano novo...bebi todas e não lembro mais nada...e aí, entrou 2015, que sem dúvida, foi o ano mais estranho da minha vida, ano que perdi muito. Perdas irreparáveis. Tomei decisões que ainda não sei se foram as certas. Tive lições pra vida inteira. Ganhei amigos pra vida toda.
Não quero falar das dolorosas perdas...ja perdi. Vou falar das lições, que isso sim, vale compartilhar.
2015 me ensinou que nunca é tempo demais, pra sempre sempre acaba e depois pode nunca chegar.
2015 me mostrou como sou agraciada com amigos de verdade, que me estenderam a mão quando eu estava no chão e me ajudaram, sem me julgar, a levantar. Em 2015 também fui presenteada com novos amigos que serão pra sempre.
Em 2015, olhei pra trás como nunca havia olhado...Também olhei pro mais fundo do meu coração e vi meus mais horríveis defeitos, minhas falhas...e as vezes, muitas vezes, o que dá errado, nem sempre a culpa vem de outro ou da vida, mais sim, nossa culpa minha culpa. Fui negligente, fui grossa, estúpida, conivente demais, me calei quando devia ter falado, gritei quando devia ter ficado em silencio, pequei, errei e não orei o quanto devia...e colhi o que plantei. E assumir os próprios defeitos e falhas é muito difícil...fácil é só culpar o mundo.
Em 2015 fui mais forte do que eu imaginava que pudesse ser. Eu encarei meus mais profundos medos, eu chorei, eu caí...caí com tamanha força que pensei que fosse morrer...busquei força onde eu nem sabia que era eu e levantei.
2015 senti a presença de Deus...e mesmo saindo do caminho Ele, em nenhum momento me abandonou.

E 2015 se vai e leva com ele todo um antes e deixa a esperança de um novo.

O que espero de 2016?
Nada.
2015 me ensinou a não criar expectativas. Quando você espera nada, o pouco que vem é muito. Quando você espera pouco, o nada que vem dói muito.

O que eu quero pra 2016?
Tudo.
Quero fazer tudo que eu puder fazer. Quero viajar, quero dançar, quero gargalhar, quero fazer planos, quero desafios.
Quero tudo que estiver ao meu alcance e que não estiver quero pular bem alto pra alcançar.

Que 2016, seja de esperança, mudanças e renovação.
Que uma nova história, com novos e velhos personagens, mais renovada, seja escrita.

Ano novo, pode entrar.
Eu não estou pronta. Eu tenho medo. Mais vou te viver com medo mesmo e depois eu conto como foi.

Vem 2016!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Vale qualquer tipo de felicidade?

Nessa vida, vale qualquer tipo de felicidade? Vale ser feliz de qualquer jeito?

O importante é ser feliz e mais nada. Será?
Eu estou vivendo um momento da minha vida em que passo por dias bons e dias ruins...e sempre, e todo dia eu procuro maneiras de ser feliz, numa intensa procura da felicidade.

Eu mudei meus hábitos, fiz novos amigos, mudei os lugares de sair, mudei a vida radicalmente. E as vezes eu tenho a sensação de estar vivendo uma mentira. É como se a felicidade fosse uma droga, com seu efeito de intensas gargalhadas, sorrisos, uma explosão de alegria...aí chego em casa, e sozinha estou...e o efeito passa e vem a dor.
Será que isso adianta?
Muitas pessoas falaram: você precisa viver a dor. Sentir a dor. Sofrer até o fim.
Mais como vou saber que horas é o fim? Como vou saber até quando tenho que viver essa dor, sentir essa dor. Eu, não quero mais isso. Eu na verdade não sinto mais dor...as vezes bate uma saudade de um tempo bom que deixar acabar, e fico horas sem fim me perguntando: porque acabou? Foi culpa minha? Onde errei? O que fiz que não devia? O que não fiz que devia fazer? E essas perguntas corroem a alma, são perguntas sem respostas, são questionamentos que mesmo que apareça um anjo do céu e me responda tudo, do que vai adiantar? 
Nem sei mais se quero saber as respostas do meu amor fracassado, do meu conto de fadas sem final feliz. Acredito mesmo que é melhor nem saber.

Voltando a falar de "vale ser feliz de qualquer jeito" felicidade é uma constante busca de ser feliz...todo dia...a todo momento. Eu não sei se posso chamar de falsa felicidade meus momentos felizes, afinal, eles aconteceram e eu fui muito feliz. Só que quando passa, é que vem a sensação de...sei lá...tudo mentira.

Em 4 meses eu vivi tanta coisa, eu fui da tristeza absoluta no fundo do poço, a paixão mais intensa e avassaladora...e momentânea. Hoje não tenho medo de julgamentos, faço o que quero e o que me der vontade. Nem ligo para os dedos apontando pra mim. Não tenho mais tempo pra perder, não tenho mais tempo pra mimimi. Se quero, tem que ser agora.

E sim, vale a pena ser feliz de qualquer jeito. Procure o seu. E mesmo que a felicidade seja uma dose apenas, sinta cada segundo, cada sorriso, de as gargalhadas mais altas...e quando passar, mesmo você jogado em meio a solidão triste, se você se lembrar da sua dose de felicidade e sorrir, de leve, já valeu a pena. 

(Lu Moulin)